A primeira convocatória de Jorge Jesus e uma lição de estratégia
A primeira convocatória de Jorge Jesus mostra que, tanto no futebol como nos negócios, estratégia é saber escolher: o que manter, o que mudar e onde apostar.

Uma convocatória de 25 jogadores pode parecer apenas uma lista de nomes. Mas, quando é a primeira de um novo selecionador, cada escolha ganha outro significado. Jorge Jesus apresentou a sua primeira convocatória como Selecionador Nacional, com quatro novidades face ao grupo que esteve no Mundial. Mas mais do que discutir quem entrou ou quem ficou de fora, há uma pergunta mais interessante: O que é que esta convocatória nos ensina sobre estratégia?
Porque, tanto no futebol como nos negócios, uma estratégia não é ter todas as opções disponíveis: é saber onde apostar, o que manter e o que mudar.
1. Escolher é a primeira decisão estratégica
Um selecionador tem um número limitado de lugares. Um negócio também. Não é possível apostar em todas as oportunidades, estar em todos os canais, chegar a todos os públicos e fazer tudo ao mesmo tempo. Por isso, escolher é inevitavelmente abdicar.
A primeira convocatória de Jorge Jesus mostra isso de forma simples: há jogadores que continuam, outros que entram e alguns que ficam de fora.
Uma estratégia não é uma lista de tudo aquilo que podemos fazer. É uma decisão sobre aquilo que devemos fazer primeiro. No marketing, isto significa perceber onde estão as melhores oportunidades antes de distribuir recursos por todo o lado.
2. Mudar não é recomeçar
Quando chega um novo líder, existe sempre expectativa em relação às mudanças. Mas mudar tudo nem sempre significa ter uma nova estratégia.
Uma equipa já tem experiência, conhecimento e processos que podem continuar a ser relevantes. A questão está em perceber o que merece ser mantido e o que precisa de ser ajustado.
Num negócio, antes de mudar uma estratégia de marketing, é preciso perceber o que já está a funcionar. Que canais geram resultados? Que campanhas trazem oportunidades? Que conteúdos têm resposta? Só depois faz sentido decidir o que deve mudar.
3. Cada escolha deve ter uma função
Convocar um jogador não é apenas escolher um nome. É escolher características, experiência e capacidade para responder a diferentes cenários.
O mesmo acontece no marketing. Escolher Instagram, Google Ads, uma landing page, CRM ou determinado tipo de conteúdo não deve acontecer simplesmente porque "é o que toda a gente está a fazer".
Cada peça deve ter uma função dentro da estratégia. Um anúncio deve gerar atenção e oportunidades. Uma landing page deve transformar essa atenção em ação. Um CRM deve ajudar a não perder essas oportunidades.
Quando cada elemento tem uma função clara, deixa de existir um conjunto de ações isoladas e começa a existir um sistema.
4. A estratégia só se prova quando entra em campo
Uma convocatória pode revelar uma visão. Mas não garante o resultado. Isso só acontece quando as escolhas são colocadas em prática.
É precisamente aqui que muitas empresas falham. Definem uma estratégia, lançam uma campanha, publicam conteúdos e esperam que os resultados apareçam.
Mas a estratégia não é apenas o plano no papel. É o que acontece depois da decisão. É medir, analisar, ajustar e repetir.
No futebol, as escolhas são avaliadas em campo. Numa estratégia de marketing, a avaliação é feita através dos resultados: quantas pessoas chegaram, quantas avançaram, quantas oportunidades foram criadas e quantas vendas aconteceram.
O que a sua empresa está a convocar?
A primeira convocatória de Jorge Jesus mostra uma coisa simples: estratégia é escolher. Escolher onde investir, o que manter, o que mudar e escolher aquilo que pode fazer diferença no futuro.
No marketing, estar presente em todo o lado não significa ter uma estratégia. Antes de acrescentar mais uma ação ao seu negócio, pergunte: esta é mesmo a escolha certa?
Uma boa estratégia começa pelas escolhas certas. Se quer saber quais são as suas, fale connosco.
