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A Tesla pôs um carro a voar. O que é que isso tem a ver com o seu negócio?

20 de outubro de 20264 min de leitura

A Tesla apresentou um Roadster que levanta do chão, roda no ar e salta por cima de outros carros. O carro só deverá chegar em 2028, mas muita gente já está a falar dele. Este artigo mostra o que um negócio pode aprender com esta forma de ganhar atenção.

#Tesla#lançamento#estratégia#marketing#atenção#conteúdo#marca

No dia 15 de outubro, a Tesla apresentou o novo Roadster nas instalações da SpaceX, no Texas. Não houve apenas um carro em palco e uma lista de especificações. Houve um carro a levantar do chão com propulsores, a rodar no ar, a saltar por cima de outros carros e a subir uma rampa até ficar de pernas para o ar.

Em poucas horas, os vídeos estavam em todo o lado. E, no mesmo dia, a Tesla abriu as reservas, também em Portugal.

Há muito por saber sobre este carro. A produção está prevista para 2028, ainda não há preço final nem data de entrega, e o "voo" foi uma demonstração curta e controlada. Mas há uma coisa que a Tesla conseguiu de imediato: gerar uma enorme quantidade de atenção em torno da marca.

Nenhuma pequena empresa vai pôr um carro a voar. Mas a forma como a Tesla ganhou esta atenção tem lições que qualquer negócio pode aplicar.

1. Mostrar em vez de explicar

A Tesla podia ter anunciado que o novo Roadster acelera dos 0 aos 96 km/h em menos de um segundo. Seria impressionante, mas seria apenas mais um número numa ficha técnica.

Em vez disso, mostrou o carro a fazer algo que ninguém esperava ver. Um vídeo de poucos segundos comunicou mais do que qualquer tabela de especificações.

Nos negócios acontece o mesmo. Dizer que um serviço é "de qualidade" ou "rápido" convence pouco. Mostrar o antes e depois, o processo a acontecer ou o cliente satisfeito convence muito mais.

Antes de escrever mais um texto a explicar o que faz, pergunte: como posso mostrar isto?

2. Aproveitar a atenção no momento certo

A Tesla não esperou que o entusiasmo arrefecesse. Abriu as reservas no próprio dia da apresentação, aproveitando o momento de maior visibilidade do lançamento.

Muitas empresas fazem o contrário. Publicam algo que corre bem, recebem comentários e mensagens, e não têm nenhum passo seguinte preparado. Quando finalmente respondem ou lançam a oferta, o interesse já passou.

Sempre que prepara um momento de maior visibilidade, seja um lançamento, uma campanha ou um conteúdo especial, prepare também o que vem a seguir: uma página para onde enviar as pessoas, uma forma simples de deixarem o contacto e alguém pronto para responder.

A atenção dura pouco. O que faz com ela nesse momento é o que conta.

3. Ter algo que dê que falar

O Roadster é um hipercarro que ainda nem chegou à estrada. Mas foi suficiente para pôr muita gente a falar da Tesla nos últimos dias.

Um negócio pequeno também pode ter o seu "carro que voa", à sua escala. Pode ser um serviço diferente do habitual, uma oferta que ninguém na zona tem, um bastidor curioso do dia a dia ou uma forma original de apresentar o que faz.

Não precisa de ser aquilo que mais vende. Precisa de ser suficientemente interessante para fazer alguém parar, comentar e lembrar-se da marca. Depois, quando precisarem do serviço principal, é nessa marca que vão pensar.

A pergunta é simples: o que é que o seu negócio tem que dá vontade de mostrar a alguém?

4. O espetáculo precisa de substância

O Roadster também traz consigo uma expectativa elevada: foi anunciado originalmente em 2017, com entregas inicialmente previstas para 2020, e a nova produção está agora apontada para 2028.

Isto mostra o outro lado do espetáculo. Chamar a atenção é o primeiro passo, mas o que as pessoas encontram depois tem de estar à altura.

Para um negócio, isto significa que o conteúdo que dá que falar deve levar a algo real: um serviço que existe, uma oferta clara e uma resposta rápida a quem demonstra interesse.

Quanto maior é a promessa, maior é a expectativa sobre aquilo que será entregue.

Qual é o "carro que voa" do seu negócio?

A apresentação do Roadster mostra que a atenção não se conquista apenas com informação. Conquista-se com algo que as pessoas querem ver, comentar e partilhar.

Mas a atenção só tem valor quando faz parte de um sistema: o conteúdo chama a atenção, a página ou a oferta transforma essa atenção em interesse e a equipa dá seguimento ao contacto.

Nenhum negócio precisa de pôr um carro a voar. Precisa de encontrar aquilo que o torna difícil de ignorar e de estar preparado para o momento em que alguém repara.

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