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Porque é que o seu site devia funcionar como uma loja do IKEA?

16 de outubro de 20264 min de leitura

Quem entra no IKEA não escolhe o caminho. Segue um percurso pensado ao pormenor, que inspira antes de vender e mostra sempre o próximo passo. Este artigo mostra o que o seu site pode aprender com isso para transformar visitas em contactos.

#IKEA#website#experiência do cliente#landing page#conversão#percurso do cliente#marketing digital

Quem já foi ao IKEA conhece a experiência. Entra para comprar uma estante e, uma hora depois, sai com velas, cabides, uma planta e um tapete que não estava nos planos. E o seu site tem muito a aprender com isso.

Não é por acaso. A loja está pensada para que o cliente siga um caminho: as setas no chão indicam a direção, os espaços decorados mostram como os móveis ficam em casa e, quando a vontade de comprar já está criada, aparece o armazém onde se recolhe tudo.

Há uma pergunta interessante para qualquer negócio: o seu site também guia o cliente, ou deixa-o perdido à procura da saída?

Porque um website funciona como uma loja. A diferença é que, online, sair custa apenas um clique.

1. O percurso é desenhado, não deixado ao acaso

No IKEA, ninguém entra e fica sem saber para onde ir. O caminho está definido desde a porta até à caixa.

Em muitos sites acontece o contrário. A pessoa chega à página inicial e encontra um menu com dez opções, três botões diferentes e um texto que fala de tudo ao mesmo tempo. Não sabe por onde começar e, na dúvida, sai.

Antes de pensar no design, vale a pena responder a uma pergunta simples: o que é que queremos que a pessoa faça quando chega ao site? Pedir um orçamento, marcar uma consulta, ligar, comprar?

Definida essa ação, cada página deve aproximar o visitante dela.

2. Primeiro inspira, depois vende

O IKEA não começa pelo armazém. Começa pelas salas, cozinhas e quartos montados, onde o cliente se imagina a viver. Só depois aparecem as prateleiras com as caixas e os preços.

Muitos sites fazem o caminho inverso. Abrem com uma lista de serviços, uma tabela de preços ou um formulário, antes de a pessoa perceber porque é que aquilo lhe interessa.

Num site, a primeira coisa que o visitante deve ver é o resultado que vai ter: o problema que fica resolvido, a transformação, o "antes e depois". Fotografias reais, exemplos de clientes e testemunhos fazem aqui o papel das salas decoradas.

Quando a pessoa já quer o resultado, o preço e o formulário deixam de ser uma barreira e passam a ser o próximo passo natural.

3. Há sempre um próximo passo à vista

Em qualquer ponto da loja, o cliente sabe o que fazer a seguir. Há setas, placas e etiquetas que dizem onde está cada produto no armazém.

Num site, esse papel é do botão de ação. E é aqui que muitos falham: o botão só aparece no fundo da página, tem um texto vago como "Saber mais", ou há tantos botões que nenhum se destaca.

Uma boa página mostra a ação principal várias vezes ao longo do percurso, sempre com o mesmo objetivo e um texto claro: "Pedir orçamento", "Marcar consulta", "Falar connosco no WhatsApp".

O visitante não deve ter de procurar como avançar. Deve encontrar o caminho sem pensar nisso.

4. Há atalhos para quem já sabe o que quer

O percurso do IKEA é longo, mas não é obrigatório fazer tudo. Há atalhos entre secções para quem já sabe exatamente o que vai comprar.

Num site, há dois tipos de visitante. Quem ainda está a conhecer a empresa e precisa de ser convencido. E quem já decidiu e só quer contactar.

Para o segundo, obrigar a ler a página inteira até encontrar um contacto é um erro. Um botão visível no topo, um número de telefone clicável ou um acesso direto ao WhatsApp resolvem o problema.

Um bom percurso guia quem precisa de ser guiado, sem atrasar quem já está pronto para avançar.

O seu site tem um percurso?

O IKEA mostra uma ideia simples: o cliente compra mais facilmente quando sabe onde está, o que vai ganhar e qual é o próximo passo.

Um site não é apenas um cartão de visita online. Faz parte de um sistema: o anúncio ou a pesquisa trazem a pessoa, o site convence-a e encaminha-a para a ação, e a equipa dá seguimento ao contacto. Se uma destas etapas falhar, as outras perdem valor.

Experimente visitar o seu site como se fosse um cliente a entrar pela primeira vez. Sabe para onde ir? Percebe o que ganha? Encontra facilmente como avançar?

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